“Il bambino è il maestro”

Criança só dá trabalho depois de aprender a falar e começar a andar, isso é fato conhecido de todos. Antes disso é só comer, dormir, sujar as fraldas e chorar com dor de barriga porque o adulto desleixado esqueceu de fazê-la arrotar depois da mamada.

Quando domina a fala deita a fazer perguntas capciosas, deixando os adultos com as calças na mão. As engraçadas/espirituosas são recolhidas e publicadas em colunas e crônicas na mídia. As inconvenientes/embaraçosas são prontamente reprimidas, perdendo os adultos chance preciosa de refletir sobre o que estão fazendo da vida.

Creio que as crianças trazem em seu DNA aquelas qualidades que costumamos associar ao ser humano, donde se originam os conceitos de humanismo, humanitário, e afins. Em vez de usar isso para evoluir, procuramos sufocar o novo, moldando-as ao mundo desumano e cruel que temos construído.

No Brasil de hoje isso fica cada dia mais evidente e perverso. Seremos capazes de reverter esse absurdo, colocando a criança no centro das atenções e sabendo aprender a mensagem clara de renovação e esperança que ela nos trás? Esperemos que sim.

Destemido pioneiro

João teve a coragem ímpar de vir ao mundo com os pais totalmente crus na sutil arte de cá trazer um filho. Apesar de ser muito desejado e acompanhado com desvelo desde o início da gestação, era uma novidade totalmente nova. Saiu-se muito bem e creio que assim seja até hoje.

Pra não fazer feio, fizemos cursos que nos habilitassem a tal mister. Mas foi o João quem botou os pingos nos i i, deixando claro os enunciados. Começou por discordar do ultrassom, exame raro e caro na época, pedido pelo ginecologista antenado, que merece uma menção. Chamado de excêntrico pelos amigos, de maluco pelos detratores, dizia ‘não sou rico porque sou médico, sou médico porque sou rico’, deixando  claro como via o exercício da medicina e o dinheiro. Tranquilidade ser cliente de um cabra assim.

O mais é um aprendizado mútuo e a descoberta constante do novo. Vieram depois um irmão e uma irmã pra ensinar que cada pessoa é única. E que a vida é um compartilhar de coisas.

Muitos momentos lembrados com carinho. Falas, gestos, passeios, aventuras, viagens e mudanças. Tudo muito multindisciplinar, como notou certa vez uma pessoa amiga. Com fotos guardadas num arquivo bagunçado.

O tempo passa, o tempo voa e hoje cada um tomou seu rumo, como deve ser. Sempre que dá a gente vai se encontrando por aí e celebrando a vida. João é professor. Profissão exigente e pouco reconhecida. Gosta de viajar e não será surpresa vê-lo nas férias em lugares tão comuns como a Islândia ou Nova Zelândia. Tanto faz no Sul como no Norte, já dizia um compositor baiano. E me surpreendeu com uma inusitada paixão pelo tênis. Sem nunca esquecer a primeira, óbvio.

São Francisco

Francisco, o santo que descobriu que não se pode louvar o Criador sem respeitar e amar Sua criação e Suas criaturas. Um radical pregador do evangelho de Jesus Cristo, até com palavras, quando necessário.

São Francisco, o rio descoberto no dia que se celebra o santo, por ninguém menos que Américo Vespúcio, o que deu o nome a este continente.

Vivemos numa casa comum. Saibamos cuidar dela com respeito e amor para fazermos jus à opinião lisonjeira que temos de nós mesmos. Tudo está interligado.

P1MC

André Rebouças, encarregado pelo imperador Pedro II de estudar a situação da seca no nordeste, aí pelos 1877, sabia ser esta um fenômeno climático sazonal da região. E constatou que a miséria dela advinda se tornara problema social após a promulgação da Lei das Terras, em 1850. Sugeriu, então, que se distribuísse terra aos sertanejos, para ajudá-los a suportar o período. Coerente com sua ideia que era necessário acabar com a escravidão e o latifúndio para ter um Brasil desenvolvido e próspero. O Conselho do Império preferiu construir açudes e inaugurar a indústria das secas.

(André Rebouças tem um currículo que impressiona pela competência e consistência. É um ilustre desconhecido para a maioria dos brasileiros. Mesmo os que frequentaram escola.)

A indústria da seca fez alguns milionários, mas a maioria dos sertanejos passou privação e miséria. Apesar da construção de centenas de açudes, faltava água e comida na estiagem. Mas nunca faltou a este povim tinhoso e trabalhador coragem e imaginação pra superar adversidade. Consubstanciada na inventividade de um nordestino, que trabalhou como pedreiro em SP, tangido pela seca e trouxe a técnica para desenvolver uma ideia simples e eficiente: a cisterna de placas, ainda no final do século passado. O nome do fera, Manoel Apolônio, o Nel. Seu achado, uma nova vida no sertão.

Como diz o poeta, ‘um galo sozinho não tece a manhã’. E a novidade foi vista, comentada, compartilhada e melhorada por um montão de gente, dando forma a um programa de convivência com o semiárido. Com o ‘como’ e os ‘por quês’. Era a água, a informação, o conhecimento, a organização e capacitação do povo para construir o seu destino. Tive a alegria de ver as mudanças que o programa promoveu nas pessoas. Natural, pois, que um governo seriamente comprometido com a redução da fome e da miséria colocasse o programa no orçamento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

A indústria da seca reagiu inventando uma cisterna de plástico que agradou sobremaneira seus asseclas por dispensar a capacitação exigida no programa da cisterna de placas, incômoda fonte de conscientização dos problemas do sertanejo e de sua condição de resolvê-los. De quebra, servia de ícone, ao lado do famigerado carro pipa. Contraditório, que o mesmo governo que assumiu a cisterna de placas engolisse essa aberração. Coisas da política.

“O pobre não é problema, o pobre é solução” já disse (e provou) um presidente do Brasil. O P1MC se soma a vários outros exemplos pra demonstrar essa verdade. Tá na hora de termos consciência disso.

Muitos anos de vida

O bom de fazer aniversário é que os amigos descobrem em você qualidades das quais você nem suspeitava. E lhe cobrem de mimos e elogios que fazem um bem danado ao corpo e ao espírito. Nesse tempo de redes sociais, acaba na boca do mundo, enfeitando uma biografia sem grandes feitos. No último dia 7, quando botei 2 anos em cima dos 70 já vividos, não foi diferente.  Com carinho e generosidade, se fizeram presentes. Sou imensamente grato.

Afinal, o que vale mesmo na vida é a partilha. Ninguém é uma ilha isolada e autossuficiente. Estamos sempre a fim de dividir nossas alegrias e tristezas com aqueles que nos cercam, sendo estímulo ou amparo, conforme o caso. O resto é conversa pra boi dormir.

Pegando o gancho na léria que os amigos fizeram em 1976, sou apenas um rapaz latino-cearense, sem dinheiro no banco, morando no interior. Na lembrança, uma canção do rádio onde um antigo compositor baiano me dizia: é preciso estar atento e forte / não temos tempo pra temer a morte. Com uma enxada na mão e o sentimento do mundo vivo o presente de mãos dadas com os companheiros, consciente de fazer parte de uma mesma espécie, que habita uma casa comum. Que venha agosto.

O caminho de Damasco

Segunda feira, dia de São Pedro, no YouTube, uma transmissão sobre o lançamento da segunda rodada do Finapop, um inovador sistema de financiamento para a agricultura familiar, articulado pelo MST e o Eduardo Moreira. Já falei do assunto aqui no blog e fico feliz em ver que vai andando com firmeza.

Duas coisas importantes a ressaltar. A primeira, a visão correta da luta, trabalho e resultados do MST, sem dúvida o movimento social mais demonizado pela grande imprensa. As pessoas que só o conhecem pelo que falam as TVs e os jornais têm dele uma ideia completamente distorcida por uma campanha orquestrada de calúnias e difamações. E repetem bovinamente o que lhes é passado, sem ao menos procurar o outro lado da questão disponível a um clique. Se o fizessem, veriam a estupenda atuação do MST no apoio aos vulneráveis durante a pandemia, escamoteada pela mesma mídia que alardeia a doação de qualquer merreca por seus anunciantes.

A outra, os recursos financeiros para um segmento que não conta com nenhuma linha de crédito, as cooperativas da agricultura familiar. É de estarrecer que um instrumento tão eficaz para produzir riqueza sem gerar desigualdade, seja tão pouco difundido e valorizado no país. Na verdade é menosprezado e enfrenta todo tipo de dificuldade para existir. E essa iniciativa do Finapop resgata o potencial que o cooperativismo oferece.

O cooperativismo é o sistema que potencializa os recursos de uma sociedade em benefício de todos. Coloca lado a lado o econômico e o social, o individual e o coletivo, a produtividade e a sustentabilidade. Aliás, como é o correto. Só mesmo gente muito tosca insiste em opor uma coisa à outra. A cooperação é a base do progresso e bem estar, como vemos na história da humanidade, enquanto as guerras só trouxeram destruição, morte e miséria para a maioria, embora uns poucos ganhem com elas.

Quem acompanha a trajetória das cooperativas da agricultura familiar no nordeste sabe quantas barreiras são colocadas em seu caminho. Mesmo assim elas avançam. E sofisticam agora, montando operações financeiras para suprir uma lacuna que é coisa bem Brazil. (De um Brazil que abdica do futuro, dedicado a destruir o que fez no passado.) No entanto, ao alcance de qualquer pessoa interessada num mundo melhor. Tem muito a ver com outras estratégias já usadas, como Agricultura Sustentada pela Comunidade (CSA, na sigla em inglês), que viabilizou o primeiro grupo de agricultura orgânica, na Ibiapaba. Então, é sair do comodismo, deixar de só ficar nas redes sociais, respondendo argumentos rasos de liberais de fancaria e partir pra ação. A picada tá aberta, bora fazer uma estrada.

Fotos do post feitas pela Rosamaria em breve e rica estadia no Assentamento Cristina Alves, em Itapecuru, em 2016. Aí fica a COOPEVI, no radar da próxima rodada do Finapop. Sonho que se sonha junto pode virar realidade.

Data querida

Pedro chegou para um churrasco que eu estava fazendo pros amigos num ensolarado primeiro sábado de julho. Uma alegria imensa. O churrasco foi adiado por incompatibilidade de agenda, a festa não. Nenhum problema, outros churrascos vieram e Pedro sempre presente e animado.

E hoje é o dia de comemorar os 40 anos de sua chegada. Uma data redonda, que marca uma convivência fabulosa com alguém que não cabe em adjetivos. Um dia de festa, muita alegria e pouca conversa. Parabéns!, Pedro e muito obrigado por tudo.

Coisas de futebol

Quando moleque, nas peladas de rua, os dois craques tiravam o par ou ímpar pra saber quem começava a escolher, alternadamente, os demais jogadores do time. O pior ia ser o goleiro e o segundo pior o ponta esquerda. Não sei qual a lógica disso. Sempre fui o ponta esquerda, embora sendo destro. Mas tinha a característica de chutar forte e bem colocado e sempre tava fazendo uns golzinhos. Como dizia Dario Peito de Aço, o Dadá Maravilha, ‘não existe gol feio, feio é não fazer gol’. Acabei ganhando o apelido de Pepe, por conta de José Macia, ponta esquerda de chute avassalador, integrante do ataque Dorval-Mengálvio-Coutinho-Pelé-Pepe, do fabuloso Santos F.C. de 1958.

Em 1958 completava meus dez anos e acompanhei pelo rádio a conquista da Copa do Mundo pela seleção brasileira. O som vinha em ondas, às vezes alto e claro, depois apenas um chiado. Uma conquista que fazia jus à admiração que o jogador brasileiro gozava na Europa, desde os tempos de Leônidas, o Diamante Negro, passando por Domingos da Guia, Jair Rosa Pinto, Julinho, etc. Pedro Escartin, um espanhol que escreveu um livro para cada copa, narra o feito em Suécia, Apoteose ao Brasil, lançado no Brasil em 1959. Comprei, encapei, assinei Pepe na primeira página e o tenho comigo até hoje. Me espanta que os comentaristas que abundam nas mesas redondas de futebol o desconheçam. Com certeza não falariam tanta bobagem sem fundamento.

No time que estreou em 1958, contra a Áustria, apenas um preto, Didi. Os dirigentes achavam que os pretos não tinham a capacidade de ganhar uma copa do mundo. Depois do 0x0 contra a Inglaterra e pra enfrentar a URSS, espantalho da copa, falam que uma comissão liderada por Nilton Santos foi ao Feola e cobrou a presença de Pelé, Garrincha, Vavá. Na final entra Djalma Santos, escolhido como melhor lateral direito da competição. Ganhamos o título, Didi foi eleito o melhor jogador e Pelé, a grande revelação. Olha o Jesse Owens aí de novo. Sílvio Almeida trata bem assunto aqui e aqui.

Junho é o mês do aniversário da maioria das conquistas da Copa do Mundo pela seleção brasileira.  29 de junho de 1958, na Suécia; 17 de junho de 1962, no Chile;  21 de junho de 1970, no México (conquista definitiva da Taça Jules Rimet); 30 de junho de 200230 , no Japão, o penta. Fora do mês, apenas a Copa de 1994, a única final com placar de 0x0, decidida nos pênaltis. Tenho certeza que se o técnico tivesse colocado em campo o Ronaldo Fenômeno, na época ainda um atrevido Ronaldinho, o resultado seria outro. Faltou ousadia.

Nas minhas regras pessoais de futebol, empate de 0x0 não daria nenhum ponto aos times. 1×1 e 2×2, renderia 1 ponto e se poderia pensar em dar 2 pontos para empate com placar superior. Em disputa de títulos, 0x0, ou levava a outra partida ou ninguém ficava com o título, esperando a próxima competição. Ia ser um avanço pro futebol. Felizmente, nas outras finais a diferença foi de pelo menos 2 gols.

Mas hoje é 29 de junho, dia de São Pedro, festa no mar. Há 62 anos eu tava batendo uma bolinha com os amigos, comemorando o título que acabava de acompanhar pelo rádio. E deixo isso aqui com vocês.

Baptista

Quando criança sempre achei que o dia de São João era 23 de junho. Neste dia, com uma grande fogueira e muita festa, se celebrava o aniversário do Sêo Batista, João Baptista de Oliveira, escrivão da Coletoria Federal de Piracuruca, meu pai. Juntava gente de montão, comidas, bebida, fogos e simpatias próprias da data. Uma festa de arromba, de se guardar para sempre no coração e mente. Já maduro, morando na roça, com os vizinhos estranhando o fato de eu fazer grande fogueira na véspera, é que me dei conta que o dia de São João era no 24 do mês.

Baptista era assim, animado e festeiro. Quando rapaz, pedalava léguas numa bicicleta para folgar num arrasta-pé. Em pelo, pra não suar a roupa de festa, mas com o risco de gozação se encontra conhecidos no caminho. Exímio pé de valsa, de fala mansa e envolvente é sucesso com as moçoilas. Ganha a pecha de namorador. Ao saber da fama, uma cearensezinha atrevida quis conhecê-lo: – aquele neguim ali!?! vai comer mansim na minha mão. Dito e feito.

Nossa convivência com Baptista começou anos depois, que o casal demorou a ter filhos. E foi repleta de vivências que deixaram legado importante. Como me levar pela mão, pequenino, ao mercado de Piracuruca quando ia fazer compras. Tão importante, que fiquei revoltado quando não me deixaram levar no passeio meu irmão que nascera na véspera. Ou suas proezas de salto mortal na ponte do rio Mal Cozinhado, em Cascavel, mergulhando com graça na água, sob os olhares de admiração e inveja dos presentes e de censura da mamãe. Criar vacas pra garantir leite de qualidade para os filhos, desconfiado da lisura dos leiteiros. E pautar suas transferências no serviço público às necessidades escolares dos filhos. Um rosário de peripécias e aventuras, cheios de ensinamentos, pelos sertões, serra e litoral no Piauí e Ceará.

Amoroso, espalhava a bondade e tinha especial prazer em fazer agrados às pessoas. Quando chateado ficava amuado, mas a birra passava logo. Não guardava rancor, não cultivava ódio, não criava inimizades. Numa rusga de família, quando seus irmão se intrigaram com um deles, não tomou partido e continuou a tratar a todos com o mesmo amor e respeito, sem deixar de frequentar nenhum. Era querido e respeitado por eles. Bem humorado, sempre tinha um chiste, uma pilhéria, um elogio, um galanteio e sendo o caso, uma ironia ferina. Adorava crianças e com elas se comportava como tal, sendo um ídolo dos sobrinhos e netos. Quando morava em Belzonte, meus filhos aguardavam com ansiedade as ‘encomendas’ que ele mandava, regularmente, cheias de sabores,cheiros e mimos.

Seus 80 anos de vida, plena de façanhas e epopeias, foram comemorados com fogueira e tudo mais de direito, conforme o figurino. A família reunida, amigos, comes e bebes nos trinques, como a data exige. Hoje, saudade muita, tristeza nenhuma que o dia é de festa e as memórias boas. Baptista vive. Viva São João!

Pingos nos ii

Um organismo é um conjunto de sistemas que funcionam como um todo mais ou menos estável, exibindo as propriedades da vida. A agricultura orgânica considera a propriedade agrícola como um organismo. Daí o termo orgânico. Tem a ver com a biologia e não com a química. A certificação é dada à propriedade e não ao produto. Por isso, na Europa, este modelo de produção é chamado de bio.  E a maior feira de orgânicos do mundo é a Biofach.

Muita gente acha que o nome tem a ver com os insumos utilizados. Na certa, por associá-la a uma produção sem veneno. E por ignorar o básico de produção agrícola. Desde 2005  o Ministério da Agricultura promove a Semana Nacional dos Orgânicos, na última semana de maio, princípio de junho, na esteira do Dia Mundial do Meio Ambiente. Procura informar ao consumidor as características do produto, onde encontrá-lo e coisas assim.  Nessa época, até agrônomo formado, que teve no currículo noções de fotossíntese, solo, nutrição vegetal, entre outras matérias, aparece para traçar uma visão deformada do assunto.

Verdade, sem as agressões chulas de 40 anos atrás, que diziam ser a agricultura orgânica coisa de ripie e maconheiro. Afinal, sua produção hoje frequenta as prateleiras das maiores redes varejistas e seus consumidores são letrados, bem informados e com renda acima da média. E tudo o que os movimentos orgânicos falam, há um século, sobre a agricultura industrial, hoje hegemônica, se confirmou. Ainda assim, despida do linguajar belicoso, com argumentação apoiada em premissas falsas e falácias toscas, a cruzada continua. Um tormento ler tanta besteira.

O que realmente interessa é que a agricultura orgânica, observando seus princípios – saúde, ecologia, justiça, precaução – se afirma como caminho para um mundo melhor, sustentável e justo. Um texto de Ana Primavesi mostra de forma esquemática as formas de cultivo atuais, incluindo uma discussão dos desvios da produção orgânica pra atender a explosão da demanda. É um bom começo para entender o assunto. Se orgânico vem de organismo, fica claro que este sistema é intrinsecamente ecológico. E, voltando à Primavesi, não é somente uma alternativa para quem quer produzir de maneira diferente, mas sim uma necessidade preeminente para todos os produtores.